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| Base aliada do Governo Estadual mineiro começa a diluir-se | ||
| Repetindo a tradição política mineira, partidos que deram sustentação ao Governo do Estado começam a abandonar o barco | ||
Como diria o sábio ex-governador Israel Pinheiro, “ao final do governo nasce capim na entrada do Palácio da Liberdade”. Depois de quase oito anos de lua de mel entre os partidos da base do governo do PSBD, as legendas coligadas já se dedicam a projetos próprios. O PR de Clésio Andrade, embora sem qualquer densidade política em nível estadual, foi privilegiado pelo Governo do Estado com diversas diretorias em estatais estaduais e uma vaga no Tribunal de Contas. Hoje já costura abertamente uma aliança com o PT em busca de uma das duas vagas de senador na chapa de Pimentel ou Patrus. O PMDB seguindo sua tradição aproveitou o que pode do governo e agora já caminha para uma terceira via. Já que o PT, pelo que tudo indica, terá candidatura própria também ao governo de Minas. O PTB e o PDT já parecem cientes da cilada que os espera, pois sem qualquer pretensão majoritária avaliam o quanto será difícil eleger um deputado estadual ou federal em uma coligação com o PSDB. O PP tornou-se uma verdadeira panela de pressão, visto que os diversos candidatos a deputado estadual e federal acusam os dirigentes da legenda de conduzir o partido para o sacrifício apenas pensando na vaga de vice de Anastasia (PSDB), concretizando um projeto pessoal. A direção do PV aproveitou a oportunidade do lançamento de Marina Silva para referendar o apoio à pré-candidatura do deputado federal Zé Fernando ao governo de Minas Gerais.
Na mesma oportunidade foi aprovado o nome de Ronaldo Vasconcellos para a presidência do diretório mineiro. Na verdade o que ocorreu foi uma intervenção. Em discurso contundente, Zé Fernando afirmou que a candidatura não é apenas para marcar posição e que entrará na disputa para vencer. O DEM, após o mensalão do governador Arruda, dificilmente acrescentará qualquer ganho político ao candidato que apoiar. Seus candidatos a deputado terão dificuldade de eleger-se. O PSB, já se encontra abertamente com o PT, esqueceu que sua vitória para a Prefeitura de Belo Horizonte só ocorreu em função da dedicação e prestígio do governador de Minas. Solidário com o PSDB até agora, apenas o PPS de Itamar Franco.
Na verdade a maioria dos candidatos nas eleições proporcionais estão assustados, pois Na lógica eleitoral é o candidato majoritário (governador) quem puxa a candidatura dos proporcionais (deputados).
Daí a tese do ex-governador Hélio Garcia de que a campanha só começa após 7 de setembro. Nesta época os candidatos proporcionais migram para a candidatura majoritária que traga mais voto. Evidente que nesta análise não está sendo levado em conta que 70% dos atuais deputados, estaduais e federais, participaram da temida “lista suja”. Resta também esperar que rumo tomará o vice-presidente José Alencar, dependendo de sua opção, teremos como candidato a senador os seguintes nomes: Aécio Neves, Patrus Ananias, Pimentel ou Wellington Prado, José Alencar, Hélio Costa, caso não consiga ser apoiado pelo PT ao governo de Minas, tendo ainda Clésio Andrade e Itamar Franco. Sem dizer que no PMDB, caso Hélio Costa saia candidato a governador, sabe-se que Tarcísio Delgado e Zaire Resende certamente disputarão o Senado. Na Zona da Mata mineira cresce a candidatura de Omar Peres. |
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